Mostrando postagens com marcador Como devemos rezar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Como devemos rezar. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de setembro de 2013

Como devemos rezar

Como devemos rezar


A oração é não só um meio essencial para nossa salvação, mas também para obtermos aqui na Terra os bens espirituais e materiais necessários para cumprirmos bem nossos deveres de católicos

Por que muitas vezes nossas orações freqüentemente não são atendidas? Muitas vezes, é porque não as fazemos corretamente. Não nos preparamos para elas, não lhes damos a importância que merecem. Quando queremos insistentemente algo, agimos como se déssemos a Deus um cheque; e queremos logo o retorno, que na maioria das vezes não vem. Daí nosso desânimo e tristeza.

Para auxiliar nossos leitores a melhorar a qualidade das suas orações, fazendo-as bem, transcrevemos a seguir o método que, de acordo com um seu fiel discípulo,(*) ensina o grande fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola. 

"Uma vez que é necessário rezar todos os dias, tenhamos antes uma idéia justa da prece. A explicação se encontra em três palavras dos Exercícios Espirituais. Santo Inácio pede três coisas para a prece:

1º) Uma condição: É a elevação da alma para Deus. Quando nossa boca murmura palavras sobre as quais não pensa, não há prece: a divagação não é a prece. Também, antes de se pôr a rezar, é necessário observar algumas preliminares; é necessário recolher-se exteriormente, e sobretudo interiormente; e é porque não se o faz que a prece se torna freqüentemente impossível. [...] Devemos dirigir-nos ao Pai Celeste sem dúvidas, com toda simplicidade, com um grande abandono, mas sempre com o respeito que deve nos inspirar o espírito de fé. Recolhamo-nos antes de entrar na audiência com Deus.

2º) Uma forma: Santo Inácio chama a prece um colóquio, e essa palavra explica tudo. A prece não é, pois, um solilóquio, mas um colóquio, onde se é sempre dois, onde há sempre um face a face com Deus. Nossas preces não se chocam contra uma parede, não são atiradas ao ar: elas vão direto ao coração de Deus. Há Deus, a quem rezamos, e nós, que rezamos. É o que faz o encanto da prece, e porque nos olvidamos disso a prece nos parece insípida.

3º) Um objeto: Quanto ao objeto, eis como Santo Inácio se exprime: 'É necessário pedir a Deus o que queremos'. Esse é todo o segredo da prece, é a chave com a qual abrimos o tabernáculo por excelência, o coração de Deus. Pedir o que queremos, esperar o que pedimos, servirmo-nos do que recebemos; o Cristianismo está inteiro nessas palavras. Mas é necessário querer o que se pede; e é necessário ter esperança, até a certeza; então, recebe-se infalivelmente, e nada mais há além de servir-se do que se recebeu.

Tornemos isso mais compreensível por uma comparação: uma criança tem fome; ela pede à mãe que lhe dê pão; como ela sofre, como sente a necessidade daquilo que pede, ela quer o que pede. Sua boa mãe a atende e lhe dá o pão. É tudo? Evidentemente não. Se a criança, em vez de se alimentar com aquilo que lhe é dado, não o faz e joga fora, morrerá de fome, malgrado a bondade da mãe. Assim também conosco. É em vão que Deus nos concede as graças que lhe pedimos, se delas não nos servimos".


Redes sociais

Seguidores

AddThis Smart Layers